Marcel Santos, Outro Trabalhador dos Serviços
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Marcel Santos

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · mês passado
Alguém por favor, copie e cole aqui diretamente do meu texto onde foi que eu escrevi que os trabalhadores lesados devem abdicar de seus direitos. Porque um comentarista aqui escreveu que eu disse isso. Brincadeira viu. O mesmo "bacana" que escreveu isso, disse que grandes empresas pagam direitinho. Mas citou o caso do comércio local que trabalha de domingo a domingo explorando empregados. Ora, até onde sei, só as grandes empresas trabalham de domingo a domingo. Redes de supermercados, farmácias, padarias, lojas de departamento, eletrodomésticos, etc. Como então eles pagam direitinho (por serem grandes) e ao mesmo tempo exploram o trabalhador? Por ética, não posso citar nomes, mas já atuei para empresa grande (gigante em sua área), que sofreu inclusive processo por trabalho escravo. Tá bom. "Pagam direitinho". Deus tá vendo. O pequeno comerciante de bairro nem ousa deixar de dar a folga semanal remunerada para o único empregado, morto de medo. E o ponto fica fechado, porque é o dia em que ele próprio e sua família tiram pra descansar. Muitos até fecham para almoço. Além da diversidade de minhas relações pessoais, também já atuei tanto para empregadores quanto para empregados, tanto grandes quanto pequenos, dos dois lados. Em um dos casos a má fé da empregada (única empregada do comércio de meu cliente) foi confirmada por pessoa próxima a mim pouco tempo depois. Mas morto de medo de uma condenação meu cliente preferiu fazer acordo. No dia de me contratar quando eu disse o valor dos honorários eu senti dentro de mim o coração do cara gelar. Ele pagou, parcelado. E fez o acordo na primeira audiência pra ficar livre. E entregou o ponto. A mulher conseguiu fechar o negócio do cara. E ela estava errada. Era amiga da empregada da casa de um tio meu e eu fiquei sabendo que ela se aproveitou da vulnerabilidade do patrão pra arrancar dinheiro, nas palavras da própria. Não cabe aqui os detalhes, mas foi uma longa história e meu cliente até tinha chance de não ser condenado, pelo menos não em tudo, com certeza. Mas de tão apavorado, implorou pelo acordo. Que custou o ganha pão dele. As parcelas do acordo e quem sabe até dos meus honorários, somadas ao empréstimo bancário feito para arcar com tais custos foram demais pro cara e o troco do tal empréstimo era insuficiente para manter o negócio e serviu para arcar com as despesas finais de "fechar as portas", o que também incluiu honorários de contador e taxas. Ele tinha uma portinha de nada de um pequeno negócio. Hoje ele aluga o ponto, e vive dessa merreca porque não tem estudo e não consegue na idade dele, emprego nem de salário mínimo. Tudo isso graças à uma empregada que segundo sua própria amiga, "fez de caso pensado", nas palavras delas. Pode haver quem ache isso justo. Eu não. A pessoa passeia no shopping e observa, mas parece que nunca pegou um carro pra ir em bairros pobres. Eu pego. Ás vezes preciso ir pessoalmente à casa do cliente avisar de uma audiência porque o camarada está sem crédito para receber chamadas. Fora os que não podem locomover e eu atendo em casa. Fora os amigos que tenho que não são da elite e moram em bairros pobres e eu frequento suas casas. Então eu conheço bem como funciona o comércio de toda a minha cidade. Domingo a domingo, na minha cidade (não sei na do comentarista) só no shopping e algumas poucas grandes redes de supermercados e farmácias espalhadas pela cidade. O pequeno empregador não tem essa de funcionar de domingo a domingo e são as maiores vítimas dos aproveitadores, que sabem que o morto de fome do patrão não poderá recorrer e fará um acordo. Eu tenho amigos pessoais que já fizeram isso com seus patrões, sob meus protestos de que era injusto pedir várias coisas que estavam pedindo, porque eu conhecia a pessoa e sabia por confissão dela própria, que nunca fez hora extra, que sempre recebeu o salário certinho, etc, mas que o empregador não tinha como provar isso então iriam aproveitar pra forçar um acordo. Já perdi a conta das vezes em que recusei uma causa que eu sabia ser temerária. Jamais eu forçaria acordo contra um pobre coitado que nunca fez nada de errado, a não ser conquistar a ira do empregado por ter descontado do salário dele um prejuízo. Eu, quando fui servidora pública, vivenciei um colega ter descontado do salário um teclado que o bonitão "lavou na pia porque estava sujo". O treco parou de funcionar e o Estado descontou. Ficou por isso mesmo. O empregador tem esse direito. Mas ai do pequeno empregador ousar fazer isso. Em um dos casos que recusei, a pessoa, da minha convivência, tinha "aplicado atestado" no patrão (a fraude tem até a gíria apropriada) várias vezes, pra viajar com o namorado ou só pra ficar à toa mesmo, pra pirraçar. Mesmo sendo amiga, não patrocinei jamais causas assim e me orgulho de nunca ter lucrado na minha vida, um único real extorquido de alguém, com o meu conhecimento de que se tratava de uma extorsão maquiada de "acordo trabalhista". Muitas vezes eu estava pessoalmente necessitada de dinheiro e mesmo assim, nunca me curvei a dinheiro fácil por meio de má fé. Se algum cliente meu mentindo, fez isso, sem o meu conhecimento, não sei. Mas com o meu conhecimento, nunca assenti ser cúmplice de uma fraude. Se tem gente no mundo que acha isso correto, não deveria atuar no Direito. Advocacia não é palco para armações de aproveitadores de brechas. Isso é indigno. É antiético. É feio. É indecoroso. Mas tudo bem, achem o que quiserem achar. Não falo da boca pra fora e minha opinião é sempre baseada na experiência ordinária e não na doutrina acadêmica de gente que vive confortavelmente entre os muros do campus, recebendo gordos salários para ensinar o que aprendeu nos livros. Pode descordar de mim, mas não com desrespeito. Respeito é bom e eu gosto. Tem gente que não organiza ideias para tecer um comentário. Apenas ataca o seu ponto de vista como um cão raivoso. Meu comentário foi sobre maus empregados. Sobre maus empregadores eu já comentei em várias outras situações. Nesta eu estou falando de maus empregados. Não existe essa de que a pessoa é do bem só porque é a coitadinha da empregada. Caráter não tem nada a ver com nível social e poder aquisitivo.

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